domingo, 21 de abril de 2013



Um pouco de História


O uso de drogas pela Humanidade não é recente, pois o homem sempre as usou para as mais variadas finalidades. Basta citar que os chineses já usavam ópio há milênios, assim como os árabes usavam haxixe. Os antigos egípcios já conheciam o uso de bebidas alcoólicas, sendo provavelmente, os primeiros produtores de cerveja.

Na Antiguidade, drogas originárias de plantas eram usadas como medicação para as mais variadas doenças. Drogas também eram usadas em homenagem aos deuses, em rituais sagrados. Na Idade Média, houve repressão ao uso, mas na Idade Moderna, sobretudo a partir do século XVI, o uso de drogas entrou em nova fase: com a Era das Navegações, os europeus entraram em contato com diferentes culturas (sobretudo quando colonizaram o continente americano), entrando pela primeira vez em contato com a cocaína (usada pelos nativos do Andes), com o tabaco (que já era usado pelas tribos indígenas da América do Norte), com o haxixe (quando faziam comércio com os árabes) e com o ópio (no Extremo Oriente).

A partir de então, a Europa importou essas drogas, que passaram a ser usadas (por cerca de três séculos!) como tônicos, fortificantes e remédios, para as mais variadas doenças. Foi só no século XIX que os problemas decorrentes desse uso indiscriminado começaram a despertar a atenção, e no século XX ocorreram verdadeiras epidemias de abuso e dependência de drogas.

Hoje, a dependência de drogas é tida como doença, e há cada vez mais pesquisas, no sentido de compreender melhor o problema e para desenvolver melhores tratamentos e métodos de prevenção, inclusive com relação a novas drogas produzidas em laboratório, como o “ecstasy”. Surgem, também, o que podemos chamar de “dependências de comportamento”, que são muito semelhantes à dependência de drogas: dependência de exercício físico, dependência de jogo, etc.

Em nosso meio, ainda não se dá a devida importância às drogas lícitas, como o álcool, e os mecanismos de prevenção ao uso ainda não são estimulados. O uso indiscriminado de drogas está relacionado, de certa forma, ao estilo de vida que temos, por exemplo, a mudança de valores da sociedade atual.

Infelizmente, a ênfase que se dá ao problema das drogas hoje, em países como o Brasil, é de cunho sobretudo repressivo, ou seja, o dependente de drogas é considerado muitas vezes criminoso, quando tem na realidade uma doença que deve ser tratada.