domingo, 21 de abril de 2013


ONU estima até 253 mil mortes anuais causadas pelo consumo de drogas


As Nações Unidas estimam que as mortes anuais causadas pelo consumo de drogas no mundo possam atingir até 253 mil pessoas, com os derivados do ópio a revelarem-se como as mais letais, revela um relatório divulgado hoje.

"Estima-se que entre 99 mil a 253 mil mortes possam estar associadas ao uso de drogas ilícitas, e a maioria dessas mortes, que poderia ser evitada, resultou de `overdose` de opiáceos", afirma o relatório do escritório da ONU contras as Drogas e o Crime (ONUDC).

O documento, citado pela agência espanhola Efe, foi entregue pela organização aos países que participam esta semana na Comissão de Estupefacientes das Nações Unidas e adverte para o aumento do uso de narcóticos na América Latina, África e Ásia.

As zonas do mundo com mais mortes relacionadas com drogas são a América do Norte e a Oceânia, um em cada 20 mortos entre as pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos, o que a organização explica nao só pelo maior consumo como também pela melhor monitorização e comunicação dos dados.

"Os opiáceos continuam a provocar os maiores prejuízos a nível mundial, a julgar pela procura de tratamento, pelo consumo por injeções e pelas infeções por VIH, assim como pelas mortes relacionadas" a essa substância, assegura o relatório.

A planta de cannabis é a droga que mais se consome a nível mundial, seguida pelas anfetaminas e seus derivados.

Segundo o relatório, se os consumos de estupefacientes tradicionais, como a cocaína, a heroína ou o cannabis, estabilizaram ou mesmo reduziram nos Estados Unidos e na Europa, o mesmo não aconteceu em partes da América do Sul, África e Ásia, onde têm vindo a crescer.

Em 2010, este departamento da ONU calculava que "de 153 a 300 milhões de pessoas, ou seja, de 3,4 a 6,6 por cento das pessoas com idades entre os 15 e os 64 anos em todo o mundo", tinham consumido algum tipo de droga pelo menos uma vez no ano.

Quanto aos considerados "consumidores problemáticos de drogas", este organismo estimava que entre 15,5 e 38,6 milhões de pessoas usam de forma habitual cocaína ou derivados do ópio ou mesmo ambos.

Os consumidores de narcóticos injetáveis, os mais perigosos, ascendem a entre 11 e 22 milhões de pessoas e, só para a cocaína, estima-se que em 2010 houve entre 13 a 19,5 milhões de consumidores, sublinha o documento, que alerta para o facto de apenas 20 por cento dos casos mais problemáticos terem acesso a tratamentos.