domingo, 21 de abril de 2013

Quinze sinais para saber se o seu filho usa drogas



Pais que têm um relacionamento mais aberto com seus filhos têm mais facilidade para perceber problemas e mudanças de comportamento. Sendo assim, é importante ficar próximo dos filhos, sem controlá-los excessivamente, mas demonstrando amor, preocupação e rigor em relação às regras estabelecidas em casa.

Não adianta forçar o jovem a falar ou xeretar em suas coisas, pois esta atitude não é ética, e ética é tudo que um adolescente precisa quando está em crise.
Antes de xeretar na vida do filho ou acusá-lo sem provas, o correto é aproximar-se com jeito e mostrar que a reação a seus problemas não será catastrófica nem agressiva, e sim compreensiva e acolhedora - mas com a firmeza necessária num momento como esse.

Segundo a médica hebeatra Mônica Mulatinho, uma das maiores autoridades em adolescência no País, quando descobrem que o filho está usando drogas os pais devem construir um cerco firme ao jovem, onde amor e limites coexistam em abundância. "Os pais precisam saber que ao 'aprontar', o filho está pedindo colo, está dizendo 'cuide de mim porque sozinho não estou dando conta. Preciso de você mais perto. Tape com seu cuidado esse buraco que me consome'", orienta.




Especialistas do Instituto Novo Mundo - Centro de Tratamento Especializado em Dependência Química e Alcoolismo, localizado no interior de São Paulo, alertam para alguns comportamentos dos jovens que podem indicar que um jovem está usando drogas ou abusando do álcool. Veja as dicas para saber quando o seu filho precisa de ajuda:

1 - Isolamento;

2 - Aumento ou redução drástica do apetite;

3 - Novas amizades;

4 - Mudança brusca de comportamento;

5 - Falta de motivação para atividades comuns;

6 - Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos;

7 - Inquietação ou irritabilidade, insônia / ou, ao contrário, depressão e sonolência;

8 - Indícios físicos: Olhos avermelhados / olheiras; boca seca; fala pastosa;
9 - Alterações súbitas de humor (ex: uma intensa euforia, alternada com choro ou depressão);

10 - Troca do dia pela noite;

11 - Descuido com a higiene pessoal;

12 - Uso constante de óculos escuros (dentro de casa, no período da noite);

13 - Gasto incomum de dinheiro e desaparecimento de objetos de valor;

14 - Uso de camisetas de manga comprida, mesmo em dias quentes;

15 - Alucinações, fala sem nexo, crises de pânico, perda de sentidos ou desmaios podem, em alguns casos, ser sintomas mais severos do consumo de alguma substância e merecem especial atenção.

Como ajudar

• Procurar auxílio e orientação de especialistas assim que detectado qualquer dos sinais descritos acima ou comportamento suspeito: as pessoas diretamente envolvidas na vida do dependente não podem "tratar" da doença, pois à medida que o abuso de drogas progride, aqueles mais próximos do dependente ficam emocionalmente envolvidos.

• Não ceder a manipulações emocionais do tipo : ‘'Eu já estou bom'' ou ‘'Nunca mais usarei''. É preciso ter em mente que há muito tempo o dependente vem sendo enganado pela droga e vem enganando a todos.

• Não sentir culpa: a pessoa mais próxima ou que se sente mais responsável pelo dependente químico pode se achar culpado pelo que está acontecendo. Mas como a dependência química é uma doença, não existem responsáveis.

• Procurar a raiz do problema: todo dependente químico possui uma família disfuncional. É preciso remover o preconceito e aceitar que algo está errado no núcleo familiar.

• Ser firme: Se o dependente continua agindo da forma como ele quer, é porque a família ajuda a manter a ilusão da onipotência.

• Procurar ajuda para a família também.