segunda-feira, 15 de abril de 2013

Defeitos De Caráter


Assim como sapatos velhos e confortáveis, alguns defeitos de caráter são difíceis de descartar.

Isto se enquadra muito bem para o orgulho negativo. Não me refiro ao orgulho positivo, de se sentir engrandecido pela realização de algo humanitário e caridoso.

O orgulho negativo vem da baixa auto-estima, e da necessidade de se mostrar superior aos outros.

Sou melhor que eles.

Eu estou certo e os outros estão errados.

Essa atitude nos proporciona um virtual sentimento de superioridade e de conforto.

É uma ilusão.

Estamos na verdade mais fracos do que pensamos. A auto-estima está baixa e no fundo não encontramos valor e significado naquilo que fazemos, e por isso necessitamos utilizar essa artimanha truculenta e pouco eficiente.

A verdadeira força, a valorização e auto-estima elevada vêm da humildade, da grandeza de espírito, da generosidade e do altruísmo.

Toda vez que você experimentar o chamado – orgulho ferido – pense na hipótese de que isso seja o orgulho negativo, de muita comparação com os outros.

Muita atenção ao que os outros pensam e dizem a nosso respeito é também um sinal de baixa auto-estima.

Quando esse sentimento baixar na área, apenas observe e reconheça que ele está lá. Observe-o e cuide para que ele não domine o seu pensamento.

Como ensina Thich Nhat Hanh, apenas observe e deixe que ele retorne ao sótão do seu ser, onde é o lugar dele.

Sei que é difícil fazer o que ensina o mestre, mas pratique, pois posso te afirmar que funciona.

EU NÃO TENHO SANGUE DE BARATA…


Sempre fomos educados a acreditar na “realidade” de nosso Ego. Sempre imaginamos que quanto menos Ego tenhamos, menos existentes e vivos seremos. Muitos pensam que quanto mais se anula e elimina a presença do Ego em nossa vida, mais infeliz e anulada será nossa vida.

Em nosso estado mental cotidiano, nosso Ego parece enorme, concreto e importante; ele parece ser justamente nosso melhor amigo, protetor e benfeitor, aquele que nos faz sentir “alguém na vida”. É esse Veneno Mental, o nosso querido Ego, que nos faz sentir a necessidade de ser importantes, de reagir perante os problemas e afrontas que a vida nos joga. Grande ilusão esta.

Na verdade, ele é o nosso pior inimigo, uma fraude que nos engana, fazendo-nos sentir que não podemos existir ou viver sem ele. Como um monstro morando em nosso coração, em nossa mente e em nossas energias, ele está sempre pronto para fazer coisas ruins e causar problemas a nós e aos outros.

Nosso Ego tem um monte de truques para se manter na ativa. Por isso, devemos prestar atenção quando começarmos a nos dizer: “Se eu não cuidar do número 1 (‘eu mesmo’), não vou trabalhar e vou acabar passando fome, ou serei desprezado por todos, não me destacarei no emprego, não serei alvo das atenções de ninguém”… “Se eu ficar me distraindo com esse assunto de ‘Morte do Ego’ acabarei virando um vegetal. Posso até morrer ou ficar insano!” Enfim, o ego tem mais defesas do que imaginamos.

Não há dúvida de que é do nosso próprio interesse nos livrarmos desse “demônio interior” o mais rápido possível (a menos que sejamos desequilibrados, endurecidos psicologicamente e masoquistas, e gostemos da eterna dor física, emocional e mental).

Ao recolher e responsabilizar nosso Ego por todos os nossos problemas, com certeza iremos gerar o desejo de cuidar mais e melhor de nossa Consciência Divina, de nosso mundo interno e de nos livrar desse ego o mais rápido possível. Para isso, precisamos enxergá-lo como um mentiroso, um embusteiro, examinando se de fato ele existe como parece ou não.



Meditando dessa forma, começaremos a caçar nosso Ego aparentemente vivo, nosso verdadeiro inimigo, e isso nos força a confrontar nossas suposições pessoais, fantasias, objeções, projeções erradas sobre nossa “verdadeira identidade interior”, nunca examinadas sobre O QUE SOMOS DE FATO.

Eis um desafio bastante significativo do ponto de vista espiritual: descobrir que nossa percepção básica da Realidade é uma grande bobagem. Ter esta tomada de consciência é o início da verdadeira autocura absoluta, e por isso devemos prosseguir, cheios de alegria, no trabalho sobre nós mesmos, a cada dia, a cada segundo de nossas breves vidas.

Assim, descobrindo gradativamente, por meio da luz de nossa sabedoria interior, dessa Luz Divina que provém de nosso Ser Divino, de que nosso Ego sempre foi e sempre será uma fraude, que sempre foi e sempre será a causa de nossas tristezas, frustrações, fantasias, problemas, karmas etc., tudo o que nos resta é uma “negação maravilhosa”, e daí nos surge na Alma um vasto espaço ou vacuidade que não implica nada mais, mas prova apenas que nosso Ego não é a nossa Alma verdadeira, nossa Vida, nosso Ser, nosso Deus Íntimo.

O gnóstico anseia, implora, pede intensamente, não por cobiça egóica, mas porque a nossa Essência Divina assim o quer, por este Vazio Iluminador, essa Negação Positiva, esse Sunyata, esse Êxtase do “nada cheio de Deus”.

A psicologia revolucionária gnóstica, também chamada didaticamente de Fator Morte, nos entrega os procedimentos corretos para nos livrarmos desta carga pesada que nos torna a vida problemática e infeliz. Em psicologia esotérica estudamos os sete corpos, dos quais os mais básicos são chamados de 4 Corpos de Pecado – Físico, Vital, Astral e Mental. Esses 4 corpos formam o chamado Quaternário Inferior.

Dentro deste quaternário está o Ego. A título de exemplo, Imagine uma pequena casa, com quatro paredes, e dentro delas encontra-se o verdadeiro morador (nossa Essência Divina). Essas quatro paredes (nosso corpo físico, nossas energias vitais, nossas emoções e pensamentos) possuem buracos dos quais saem insetos, ratos, morcegos, pragas diversas que assolam a casa e incomodam seu morador. Esses buracos nas paredes podemos chamá-los de maus hábitos, atitudes mecânicas no dia a dia, emoções e pensamentos negativos, fascinações, medos, traumas, bloqueios etc.

Ou seja, é por meio desses “buracos” que o Ego e suas múltiplas facetas surgem, incomodam e roubam nossas energias, que estão armazenadas em baterias especiais, chamadas na Gnose de “centros psíquicos da máquina humana”.

Portanto, estimado Buscador Gnóstico, o primeiro passo para a autêntica auto-realização é o que se chama na Gnose fechar as paredes. Isso significa trabalhar sobre nossos condicionamentos, maus hábitos, atitudes mecânicas, repetitivas, bloqueios, falta de disciplina e, pior ainda, hábitos desequilibrados em nossa vida. E com que instrumentos pessoais se inicia este Trabalho Superior? A resposta é: COMPREENSÃO.

A Compreensão é o primeiríssimo e grande passo que nos liberta do Ego (o segundo passo é o trabalho mágico com nossas energias criadoras, estudado em nossos textos no link Tantrismo). Segundo o mestre Samael Aun Weor, a virtude da Compreensão só pode ser despertada e aprofundada por meio da Meditação e da Auto-Observação. Ou seja, quanto mais praticamos Meditação e quanto mais observamos nossa Conduta dia a dia, maior será o despertar da Compreensão…

O Ego, didaticamente falando, expressa-se em inúmera facetas. Podemos analisá-lo dividindo-o em sete partes, ou em muitas outras. Isso serve para nos ajudar a verificar como o Ego invade nossas “quatro paredes” e como ele rouba nossas energias psíquicas.

Vamos citar, a partir de agora, algumas expressões egóicas ditas “de segundo escalão”. A partir daí, você, estimado estudante gnóstico, deve analisar, refletir e meditar profundamente no Ego e descobrir como ele se manifesta mais facilmente, em que circunstâncias, que hábitos cotidianos dão mais força em sua manifestação etc.
O Ego e seus Múltiplos Desdobramentos

O Ego, ao ser dividido em sete partes, é chamado nas religiões de Sete Pecados Capitais, os Demônios que Jesus tirou de Madalena, os Cabeças de Legião, os Infiéis etc. Esses defeitos são os seguintes: Luxúria, Ira, Orgulho, Preguiça, Cobiça, Inveja e Gula. Com o passar do tempo as diversas partes, ou expressões, do Ego nascem e se robustecem e aí são criados mais e mais Eus Psicológicos (“eus” são as frações do Ego, do todo, do aspecto negativo da mente).

Cada Cabeça de Legião oscila entre 1.000 e 1.500 agregados. Na totalidade, temos cerca de 10.500 defeitos, e conforme vai-se trabalhando, descobrimos novos defeitos. Existem agregados que reconhecemos muito facilmente, no dia a dia, como por exemplo, no trânsito, nas festas, no ambiente profissional etc.. Porém, há outros que nem sequer ousamos admiti-los; se os reconhecemos, procuramos encontrar justificativas para eles.

As etapas que decididamente fazem o agregado psicológico nascer são:

1. Inconsciência (esquecimento do Trabalho Esotérico no dia a dia, de nós mesmos)
2. Identificação (atração emocional em relação a uma situação momentânea vivida)
3. Autoconsideração (importância ilusória que damos ao objeto de desejo)
4. Fascinação (consciência que se engarrafa em um novo Eu)
5. Sonho (Ego manifestado, alimentado e fortalecido).

Analisemos agora alguns exemplos de agregados psíquicos (primeiramente estudados e divulgados pelo venerável mestre Dessoto, com a anuência do VM Samael), que são desdobramentos dos Cabeças de Legião. Medite em cada um deles após uma análise crítica de si mesmo para que tenha uma ideia inicial de como são abundantes os desdobramentos do Ego em nossa vida:
Luxúria

* Eu do Adultério (quer unir-se sexualmente a uma mulher, ou homem, porém que já possui um companheiro)
* Eu da Amizade (querer a amizade de alguém para conseguir a união sexual)
* Eu Aproveitador (aproveita qualquer circunstância para satisfação sexual)
* Eu Dançarino (excita-se ao dançar; há também os que se excitam vendo alguém dançar)
* Eu Altura (sente-se atração por pessoas altas e/ou baixas)
* Eu Bissexual (sente-se atraído por ambos os sexos)
* Eu Don-Juan (conquista por satisfação, mesmo sem interesse nem atração; nasce de outros eus)
* Eu dos Ciúmes (possessão sexual; nasce do eu da insegurança)
* Eu Voyeur (sente prazer em ficar observando)
* Eu Galã (sente-se atraente e gosta de conquistar com gestos, delicadezas, olhares, sorrisos e gentilezas)
* Eu Fantasia (quando a imaginação erótica é frequente; eu muito instintivo e forte)
* Eu Esfregador (sente prazer ao se esfregar em outra pessoa; em ônibus, metrô, trens, locais públicos)
* Eu Exibicionista (mostra suas partes íntimas ou roupas íntimas, como decotes, saias curtas, calças apertadas mostrando volumes)
* Eu Coprolalia (conversa em linguagem obscena)
* Eu Esquentador (aquele ou aquela que excita e depois rechaça)
* Eu Sádico (sente prazer golpeando o parceiro; suave ou violentamente: é uma questão de grau, desde simples tapas nas nádegas a estupros abomináveis)
* Eu Travesti (sente grande prazer em vestir roupas e assumir gestos do sexo oposto; homem que sente excitação ao usar vestidos e lingeries e mulher que usa ternos e cuecas; sutil ou clara tendência bissexual ou até mesmo homossexual)
* Eu Sexivestido (sente grade prazer em usar roupas do sexo oposto sem assumir gestos; grau menor que o Eu Travesti)
* Eu Cantador (sente prazer em fazer galanteios a todas as pessoas; o famoso eu da cantada)
* Eu Ninfolepera (atração por jovens de pouca idade; o grau mais acentuado é o Eu Pedófilo)
* Eu Narcisista (sente atração pelo próprio corpo, é uma espécie de auto-homossexualismo)
* Eu Masoquista (sente prazer sexual apanhando; ligado ao eu da Ira; procura por parceiros com tendências sádicas)
* Eu Sentimental (expressa sentimentos fingidos para conquistar e/ou excitar)
* Eu Grafite (gosta de fazer desenhos obscenos em banheiros públicos e outros lugares)
* Eu Masturbador (sente prazer na masturbação, mais até do que no próprio ato)
* Eu Fornicário (sente prazer no derrame da energia, no orgasmo, na ejaculação)
Ira

* Eu da Antipatia (maior ou menor grau de repugnância, repúdio ou aversão. “Não fui com a cara de fulano”, “Não gostei” etc. Há dois tipos: provocada ou mecânica; nascem da inveja ou dos complexos e das comparações)
* Eu Educador (pais, professores ou educadores “dizem” querer encaminhar a criança ou o jovem com disciplina, mas o que se manifesta neles é a atitude descontrolada da ira; seu símbolo é a palmatória)
* Eu da Crítica Mordaz (ofende e afeta para destruir, age com ferocidade verbal, auxiliado por ironias, sarcasmos e palavras de duplo sentido)
* Eu Burlador (faz atos ou gestos, por causa da Ira, para ridicularizar, como mostrar o dedo do meio)
* Eu da Crueldade (sente satisfação em ver alguém sofrer; às vezes acompanha o Eu Educador)
* Eu Briguento (não levo desaforo pra casa, não tenho sangue de barata)
* Eu da Cólera (zanga-se descontroladamente)
* Eu da Displicência (mostra-se indiferente a outro, em palavras, roupas ou gestos)
* Eu Discutidor (entra em polêmicas, dialoga exageradamente, é um eu mentaloide)
* Eu da Imposição (impõe e domina; típico de chefias)
* Eu Irreflexivo (age sem nenhuma lógica)
* Eu Grosseiro (usa vocabulário grosseiro e obsceno)
* Eu Iniquidade (pratica a injustiça por maldade, é a Ira admitida)
* Eu da Injúria (ultraja por palavras)
* Eu da Intolerância (não quer entender os demais, é lunático e temperamental)
* Eu Assassino Verbal (vontade de matar meu chefe; eu mato quem mexeu nas minhas coisas… usar a palavra matar no sentido egoico é típico das 96 leis infernais)
* Eu Irritadiço (irrita-se por qualquer coisa, típico em mulheres com tpm, crianças mimadas e pessoas ansiosas)
* Eu Irritável (irrita-se com tudo o que as pessoas fazem ou falam)
* Eu Machista (sente-se dono da mulher ou superior a elas, quer protegê-la pensando que a ama)
* Eu do Ódio (é o contrário do Amor)
* Eu Suscetível (“Estão rindo de mim, vou tomar satisfações”; “está olhando o quê?”)
* Eu Ressentimento (sentimento profundo de dor, que ativa o Eu do Rancor)
* Eu Ofensivo (fere com palavras)
* Eu Inconformado (tudo o desagrada, as pessoas, os lugares, as coisas; comum em adolescentes)
* Eu Desagradável (faz e fala coisas que o tornam desagradável, fala o que as pessoas ao seu redor não querem ouvir, se crê uma pessoa autêntica)
* Eu Blasfemo (renega, maldiz, insulta ou atenta contra o que é sagrado, contra Deus e as religiões)
* Eu do Protesto (pessoa que não está de acordo com qualquer determinação, opinião etc.)
Orgulho

* Autoconsideração (É A PORTA DE ENTRADA DE TODOS OS DEFEITOS. A pessoa sente-se ferida, mal amada, mal agradecida, injustiçada. Atrai, primeiro, a ira)
* Autossimpatia (esforça-se em ser simpático para ter aceitação, típico em ambiente profissional, manifesta-se especialmente pela distribuição de sorrisos para todos)
* Automérito (crê-se merecedor, mesmo não fazendo nada)
* Autovalorização (valorizar os esforços realizados. Quer recompensa)
* Autossuficiência (não necessita de ninguém, só acredita no próprio valor, não admite que alguém o ajude)
* Burla (caçoar ou debochar de alguém através dos olhos ou de gargalhada, quer chamar a atenção)
* Impontualidade (chega atrasado para ser notado)
* Gargalhão (ri estrondosa e escandalosamente)
* Complexo de inferioridade (crer-se menos que os outros, gera indecisos)
* Complexo de superioridade (crer-se mais que os outros)
* Indiferença (não ligar para os demais, fingir que não escuta ou liga para os outros)
* Pilatos (justifica seus erros ou atitudes)
* Desobediência (não aceita seguir ordens ou sugestões)
* Orgulho físico (ególatra que admira o corpo ou determidada parte dele)
* Orgulho mental (admira-se de seu preparo intelectual, seu diploma acadêmico, sua experiência etc.)
* Eu Fama (ambiciona ser famoso, conhecido, notório, quer ser manequim, ator/atriz, político, sentir a luz dos holofotes em seu rosto etc.)
* Nacionalista (apego ao país, à região – Eu Sulista, Eu Nordestino, Eu Gaúcho, Eu Argentino etc.; pode chegar ao genocídio)
* Paranoico (doença mental, nunca aceitaria seus erros ou deficiências; complexo de perseguição)
* Egotismo (só fala de si mesmo, incessantemente; gosta de interromper quem está falando para falar de si)
* Incredulidade (não aceita os fatos por excesso de orgulho)
* Pudorado (manifestar demasiado pudor, veste-se de forma pudica, com shador, lenço na cabeça, roupa preta pesada como os fundamentalistas de qualquer religião)
* Ressentimento (emoção mediana entre a ira e a autoconsideração)
* Eu Guru (pretende sempre dar respostas “superiores”, dar “lição de moral” nos outros, sempre tem uma frase de efeito para mostrar sua presença “humildemente superior”)
Preguiça

* Apatia (pouca ou nenhuma iniciativa)
* Desinteresse (não se interessa por nada, para não ter com que se preocupar)
* Abandono de Si (a pessoa se estira numa cadeira, sofá ou outro lugar, joga as pernas e sente que a preguiça tomou conta de si)
* Bocejo Frequente (tudo provoca indiferença, sono e cansaço, não confundir com esgotamento físico ou mental)
* Busca de Desculpas (“hoje estou cansado, com dor de cabeça”)
* Dormir Demais (ter mais de sete ou oito horas de sono é uma manifestação de preguiça, mas também pode ser escapismo)
* Desalento (apoia-se, com os cotovelos ou pés sobre a mesa, como num eterno cansaço, ou inclina-se na cadeira)
* Enfermidade do Amanhã (vive o futuro sem experimentar o presente, cria desculpas para adiar: depois eu lavo a louça, depois estudo)
* Esquecimento Constante (não se esforça para pensar)
* Desperdício de tempo (não dá importância ao tempo)
* Impontual (nunca chega no horário, sai de casa sempre na última hora)
* Inércia (incapacidade de ação, não sabe ter ação ou iniciativa, muito menos ser proativo, lei do mínimo esforço)
* Inconstância (está sempre mudando para não terminar, não termina um livro, um documentário, um trabalho)
* Incapacidade (por preguiça de assumir, incompetente por preguiça)
* Mal Vestir (preguiça de combinar, às vezes até de abrir o guarda-roupas; por pouco não anda de pijama na rua ou no trabalho)
* Preguiça de Ler (alguém leu as obras gnósticas recomendadas? Ou se lê, termina o livro? Ou medita nele?)
* Pessimismo (“Para que mudar se não vai dar certo mesmo?”)
* Tradicionalismo (segue só a sua tradição, religião, família, com preguiça de mudar sua vida)
* Surdez (a preguiça muitas vezes afeta até os sentidos físicos)
* Preguiça Verbal (não entra em discussão ou não responde por preguiça)
* Preguiça Física (esse ego determina até as formas, como a barriga, o rosto, o andar, a postura; dá-se a impressão de que o preguiçoso físico está a ponto de derreter)
Cobiça

* Ânsia de Poder Material (mais dinheiro, mais cargos…)
* Poder Psíquico
* Avarento (apego exagerado ao dinheiro)
* Explorador
* Ladrão
* Mau Orientador
* Conhecedor (adquire conhecimentos só para atingir fim anelado)
* Eu do Assalto
* Cleptomaníaco
* Mesquinho (não divide seus bens com ninguém)
* Usurário (empresta dinheiro a juros)
Inveja

Enquanto a Cobiça é o querer para si, a Inveja é o pesar ou desgosto pelo bem, pela felicidade ou pelo sucesso alheio.

* Eu Bruxo (consciente ou inconscientemente lança vibrações psíquicas de fracasso a outrem: “Você comprou um carro? Que maraviiilhaa”)
* Eu Competitivo (pode até matar por inveja)
* Traidor (a Grande Fraternidade Branca considera o grau extremo desse defeito como Alta Traição, cuja condenação é a queda ao Nono Inferno Dantesco, mesmo que a pessoa ainda esteja viva; ou seja, o corpo da pessoa ainda está vivo, mas sua Alma já não está mais ali: é o chamado Morto-Vivo)
* Falso Julgamento (Caluniador)
* Fracasso de Alguém (este Eu se manifesta na maioria das pessoas, porém, em nível inconsciente; por isso se pede ao gnóstico que mantenha sigilo e não fique “fofocando”, comentando com todo mundo suas experiências, seus projetos, planos materiais ou espirituais)
Gula

* Eu do Meio-Dia (“sente” fome ao saber que determinada hora chegou)
* Devorador (não mastiga os alimentos, ou no máximo, dá duas mastigadas e engole afoitamente)
* Ideia Fixa (de comer sempre. Não mede consequências físicas, morais ou internas)
* Medo da Fome (come por medo de passar fome mais cedo ou mais tarde)
* Acumulador (mistura de medo e gula)
Eus dos Vícios

Existem agregados que são elos entre um eu principal e outro. Lembremo-nos de que há mais de 10 mil agregados. Temos ainda outros eus, muito fortes nos dias atuais, como os Eus dos Vícios, tais como:

* Eu Pescador
* Eu das Rifas
* Eu Tabagista
* Jogador de Cartas
* Eu Caçador
* Eu Jóquei
* Eu Maconheiro
* Eu Refrigerante (p.ex., adora Coca-Cola)
* Demônio Algol (alcoolismo)
* Eu Caça-Níqueis
* Eu Bilharista
* Eu masca chiclete (vive ruminando o dia inteiro, também por culpa do nervosismo e da ansiedade)
* Eu do Fliperama
* Eu da Loteria
*Eu Futebolista (eu amo o Corinthians, eu adoro o Flamengo; pode se associar a eus mais pesados da ira, do orgulho…)
*Eu Bingueiro
(Esses Eus do Vício ligam-se à Sexta Esfera Dantesca; os que jogam, mesmo por caridade, ligam-se astralmente, vibratoriamente, ao demônio Sanagabril, um dos seres mais horríveis do Inferno)
Não Classificados/Diversos/Secundários

* Eu da Timidez (nervosismo crônico em todas as situações; não confundir com a timidez natural)
* Eu Pedinte (pede demasiadamente tudo: informações, cura, dinheiro, milagres etc.)
* Eu Santarrão (muito comum entre os esoteristas, que falam excessivamente em Conduta, Santidade etc., não lembrando que o único Santo é Deus)
* Eu Piromaníaco (atração mórbida pelo fogo)
* Eu Patada (ou, como o mestre Samael o chamava, Yo Patón: brincadeiras com chutes e empurrões, entre irmãos, amigos etc.)
* Eu Místico (usa roupas extravagantes nas ruas, tem palavrório e postura de mãos, rosto, olhos, sorrisos, com aparência mística na hora errada)
* Eu Malicioso (capcioso, duplo sentido, irônico)
* Eu Tiques Nervosos (ombros, piscar, coçar-se, repetições de palavras: né?, você tá me entendendo?)
* Eu Raciocinador (quer encaixar tudo em suas lógicas, não reflete ou medita)
* Eu Palhaço (sempre há um funcionário na empresa, família, escola, que é o “palhaço da turma”, insiste em fazer os outros rir)
* Eu Suicídio (medo de viver, tédio, desejo de vingança; forma sutil )
* Eu Imitador (muito visto nesses “humoristas” que sempre imitam as pessoas, com voz e gestos)
* Eu Homicida
* Eu Irresponsável (orgulho de falar e agir sem consideração e consciência)
* Eu do Aborto (eu assassino que se disfarça de Feminista, Moderno, Progressista etc., influenciado pelo Inferno)
* Eu Presenteador (típico de pessoas inseguras, que querem a aprovação do outro, ou orgulhosas)
* Eu Musical (adolescentes que só querem ouvir música e esquecem de seus deveres na escola)
* Eu Humilde (faceta ridícula do orgulho, pode ser também timidez ou complexo de inferioridade)
* Eu da Falsa Promessa (eu enganador, que descumpre a Lei da Promessa)
* Eu da Mentira (que nasce da dissimulação, medo, interesses; seu karma futuro será nascer com corpo defeituoso)
* Eu Ateu (eu mental, superficial, baseado somente nos cinco sentidos; ligado ao orgulho)
* Eu Explicador (você pergunta como vai e ele conta toda a vida dele; liga-se ao orgulho, às frustrações, ao sadismo ou ao eu mentaloide)
* Eu da Curiosidade (que se confunde com os Anelos da Alma; quer saber de tudo e sobre tudo)
* Eu da Ingenuidade Esotérica (“Ora, para que manter discrição e segredo? Vamos falar sobre Rituais”)
* Eu Roedor de Unhas (inseguranças, bloqueios, tristezas, que geram esse hábito)
* Eu Sectário (minha linha gnóstica, minha seita, minha religião, meu partido, time etc.)
* Eu Fingidor (observe duas mulheres elogiando uma à outra).


Os defeitos de carater e os Doze Passos.



1º PASSO: (Romanos 7,18)

"Admitimos que éramos impotentes perante a nosso adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontrolável".
Antes de admitir impotência perante a adicção e o descontrole da própria vida o residente encontrará várias barreiras no caminho: sentimento de onipotência, negação, minimização, culpa falsa, extrema raiva e baixa auto-estima. Para dar o primeiro passo o residente deverá quebrar todas estas barreiras.

Aspectos a serem trabalhados:

· Responsabilidade / Reformulação

· Culpa / Expectativas em terceiros / Manipulação

· Impotência / Aceitação da doença

· Detectar danos e perdas

· Aprender mais sobre a própria doença

· Identificar sentimentos


2° PASSO: (Filipenses 2:13)

Viemos a acreditar que um poder superior a nós, poderia devolver-nos à santidade “.

Aspectos a serem trabalhados:

· Começar a confiar nos outros.

· Reconhecer comportamento doentio e irresponsável relacionado com a doença.

· Reconhecer a necessidade de um poder superior em sua vida.

· Avaliar quais são os seus conceitos em relação ao poder superior.


3º PASSO: (Romanos 12:1)

"Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós o compreendíamos".

Aspectos a serem trabalhados:

· Reconhecer como posso estabelecer contato com o poder superior.

· Começar a confiar nos outros.

· Tornar-me uma pessoa mais aberta e compartilhadora.

· Aumentar confiança.


4° PASSO (Lamentações 3:40)

"Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos".

Aspectos a serem trabalhados:

· Avaliar comportamentos antes, durante e depois do uso do químico, desde que este começou, de acordo com a sua consciência pessoal.

· Identificar metas que possam alcançar.


5° PASSO: (Tiago 5:16)

"Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata de nossas falhas".

Aspectos as serem trabalhados:

· Avaliar o seu próprio valor na presença de outro ser humano e de poder superior.

· Verbalizar o inventário

· Receber retornos.


6° PASSO: (Tiago 4:10)

"Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Demonstrar desejo e boa vontade com relação a defeitos de caráter.

· Discutir defeitos de caráter individualmente e em grupo

· Relacionar prioridades de acordo com o inventário moral.

· Identificar defeitos de caráter que estão prontos a serem entregues ao poder superior.

· Identificar maneiras de sentir-se bem.


7° PASSO: (I João 1:9)

"Humildemente pedimos a Deus que removesse nossos defeitos”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Tomar a ação em relação aos defeitos de caráter que foram relacionados no inventário.

Finalmente chegamos ao passo do arrependimento e da libertação. Até aqui cada passo tem esclarecido os defeitos, falhas e problemas. Agora o dependente químico ou o co-dependente deve se esforçar e lutar diariamente, junto com Deus, contra seus defeitos, até eliminá-los de sua vida.


8° PASSO: (Lucas 6,31)

"Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas".

Aspectos a serem trabalhados:

· Avaliar todas as pessoas, instituições e coisas que foram afetadas com o uso da droga.

· Reconhecer a necessidade de reparações dos danos causados.

· Melhorar auto-estima e confiar mais nos outros.

· Reconhecer como posso melhorar minha qualidade de vida.

Nesse passo o dependente químico ou co-dependente deverá escrever no papel o nome de todas as pessoas ou instituições as quais ele, no seu passado (ou inventário), causou prejuízos de ordem emocional, física ou financeira. E também escrever quais prejuízos foram esses.
Este passo representa o reconhecimento pleno do pecado cometido contra pessoas e contra Deus. O dependente químico ou co-dependente deverá estar disposto a ter humildade e coragem para ir ao encontro dessas aceitações ou não da parte delas. Conseqüentemente o residente se sentirá mais seguro e confiante em Deus e em si mesmo e estará mais aberto a amar seu semelhante.


9° PASSO: (Mateus 5:23)

"Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo pudesse prejudicá-las ou a outras”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Fazer reparações diretas.

· Identificar e colocar prioridades as pessoas as quais vamos fazer reparações.

Neste passo o dependente químico ou co-dependente entrará em contato direto com as pessoas as quais prejudicou, admitirá o seu erro (ou pecado) e pedirá perdão. É importante saber que o dependente ou co-dependente não deverá pedir desculpas e sim perdão. O pedido de perdão está ligado ao admitir e sentir pesar pelas falhas cometidas. O residente demonstrará dor, arrependimento e necessidade de se consertar com seu semelhante.
Se não for possível o contato direto com a pessoa prejudicada por causa da distância, paradeiro ignorado ou morte, ele deve usar o método de escrever numa carta para a referida pessoa extravasando na escrita o que seria dito pessoalmente. Outra forma de pedir perdão é o conselheiro se colocar no papel das pessoas prejudicadas para o aluno faça o seu pedido de perdão.


10° PASSO: (1ª Corintios 10:12)

"Continuamos fazendo inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitimos prontamente”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Conhecer limitações pessoais

· Continuar fazendo o inventário moral para melhorar a qualidade de vida.

· Conhecer quais são suas forças e limitações.

· Praticar a reflexão e a oração.

· Identificar comportamento positivo durante o dia.

Nesse passo o dependente ou co-dependente deverá fazer um inventário escrito no papel de todas as situações, erros e acertos, qualidades e defeitos, vividos durante o período pós primeiro inventário (4º PASSO) que corresponde ao período do tratamento até os dias atuais. Ele deverá, através deste novo inventário, conhecer e admitir em que tem errado para depois lutar pelas mudanças. Através deste inventário, ele também conhecerá quais são as suas limitações e capacidades. Através destas mudanças sua qualidade de vida irá melhorar consideravelmente.


11° PASSO: (Colossenses 3:16a)

"Procuramos através da oração e reflexão, melhorar o nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós o compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Rever os passos: 4°, 6º, 7º e 8º.

Neste passo o residente continuará o processo do passo anterior (10º PASSO), tendo como ponto de apoio à oração e a constante reflexão sobre suas atitudes no dia-a-dia. Ele deverá realizar um inventário diário, relacionando suas falhas e acertos, os sues procedimentos positivos e negativos. Através da oração, ele deverá pedir forças e ajuda a Deus para realizar as correções necessárias em seu caráter. Um método importante para isso é usar sempre os três primeiros passos como ferramenta. Diante de cada dificuldade o aluno deverá: 1º Passo: Admitir que sozinho não tem condições de resolver seus problemas; 2º Passo: Confiar em Deus como aquele que o ajudará a resolver seus problemas; 3º Passo: Entregar o problema nas mãos de Deus e agir em parceria com Ele.


12º PASSO: (Gálatas 6:1-2)

"Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades”.

Aspectos a serem trabalhados:

· Aumentar ou melhorar a qualidade de vida.

· Levar a mensagem para outros.

· Demonstrar e ser prestativo para com os outros.

Neste passo o residente já poderá se considerar recuperado. Estará em condições de vencer as tentações de possíveis recaídas tanto em relação ao consumo de drogas como também em relação a pratica de defeitos de sua vida anterior. Ele somente voltará ao consumo de drogas se assim desejar e decidir. Ele ajudará outros dependentes de drogas a buscarem a libertação através de sua experiência e testemunho. Este método de tratamento não termina no 12º PASSO. O ex-residente deverá durante toda a sua vida passar periodicamente pelos 12 passos, como meio de manutenção e crescimento espiritual.


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