sábado, 4 de maio de 2013


PPR PLANO DE PREVENÇÃO A RECAIDA


 P.P.R Plano de Prevenção a Recaida .Nesta postagem além da PPR que é uma ajuda técnica para não recair, será abordado também algumas situações, sentimentos e ensinamentos, sobre como combater o uso de alcool e drogas e seus efeitos e situações que uma pessoa passa durante seu tratamento, é também um resumo dos outros capítulos que vem a seguir.

Existe no cérebro, uma área responsável pelo prazer. O prazer, que sentimos  ao comer, fazer sexo ou ao expor o corpo ao calor do sol, é integrado numa  área cerebral chamada sistema de recompensa. Esse sistema foi relevante  para a sobrevivência da espécie. Quando os animais sentiam prazer na  atividade sexual, a tendência era repeti-Ia. Estar abrigado do frio não só dava
prazer, mas também protegia a espécie. Desse modo, evolutivamente, criamos  essa área de recompensa e é nela que a ação química de diversas drogas  interfere. Apesar de cada uma possuir mecanismo de ação e efeitos diferentes,  a proposta final é a mesma, não importa se tenha vindo do cigarro, álcool,  maconha, cocaína, heroína ou quaisquer outras drogas.  As drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área  encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o  corpo todo. Isso vale para todos os tipos de prazer - temperatura agradável,  emoção gratificante, alimentação, sexo etc. e desempenham uma função
importante para a preservação da espécie. Evolutivamente o homem criou essa  área de recompensa e é nesta que as drogas interferem. Por uma espécie de  curto circuito, elas provocam uma ilusão química de prazer que induz a pessoa  a repetir seu uso compulsivamente.  Com a repetição do consumo, perdem o significado todas as fontes naturais de  prazer e só interessa o prazer imediato propiciado pela droga, mesmo que isso  comprometa e ameace a nossa vida. Assim podemos dizer que as drogas são  substâncias que visam tanto à negação dos sofrimentos como a busca de  prazeres. Trata-se, pois, de uma situação psicoafetiva estruturando-se para  encontrar um estado almejado que deve funcionar como euforizante das satisfações que o indivíduo não encontra na vida cotidiana.


Causas
Psicológica 
Sociológica
Congênita
Hereditária

Motivos para a experimentação

a -satisfação de curiosidade a respeito dos efeitos das drogas
b - necessidade de participação em um grupo social 
c - expressão de independência
d - ter experiências agradáveis, novas e emocionantes
e - melhora da "criatividade"
f - favorecer uma sensa
ção de relaxamento 
g - fugir de sensações / vivências desagradáveis

Fatores de risco

a - INDIVÍDUOS sem adequadas informações sobre os efeitos das drogas
b - com uma saúde deficiente c - insatisfeitos com sua qualidade de vida
d - com personalidade deficientemente integrada
e - com fácil acesso às drogas
f - prazer proporcionado
g. fnìliasílias disfuncionais

O desenvolvimento da síndrome pode alcançar qualquer pessoa e uma vez
constatada a dependência, cabe ao indivíduo a responsabilidade pela mesma.
Assim, restam descaracterizados velhos conceitos moralistas e estigmatizantes
acerca do dependente, sendo-lhe ofertado diversos modelos de tratamento, tendo em vista o aspecto biopsicossocial/multifatorial da doença.

Definições
A dependência química é um estado resultante do uso habitual de uma droga, no qual existem sintomas físicos negativos de abstinência quando há interrupção abrupta. Caracteriza-se ainda pela compulsão pelo uso a despeito
dos efeitos deletérios que seu consumo causa ao organismo. A OMS define droga como qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento. Assim, uma droga não é por si
só boa ou má dependendo sempre da forma como ela é utilizada. Como exemplo citamos o Clonazepan (Rivotril) que, consumido de acordo com a prescrição médica tem efeitos terapêuticos ao passo que sem essa prescrição pode-se tornar tóxico.

Classificação legal
Drogas lícitas
Drogas ilícitas
Ação no Sistema Nervoso Central

1.Depressores
2.Estimulantes
3.Perturbadores

SINTOMAS:
Tolerância
Crises de abstinência I ngestão em maiores quantidades Falta de controle
Gasto de tempo para obtenção e consumo
Negligência
Persistência

Trata-se ainda de uma doença progressiva, incurável (crônica) e fatal, classificada como doença mental pelo Código Internacional de Doenças.

Tipos de usuários 1. Experimental

Ocasional ou recreativo 
Freqüente ou funcional
Abusivo
DependenteDiagnóstico:

Segundo a OMS, dependente é a pessoa que apresenta três ou mais das
seguintes manifestações durante os últimos 12 meses:

COCOATOAPERE, sendo:

CO - Compulsão para consumir a substância
CO - Controle, falta de
A - Abstinência
TO - Tolerância
A - Abandono
PE - Persistência
RE - Reinstalação da síndrome se violada a abstinência

Outros fatores/manifestações caracterizadores da síndrome

Estreitamento do repertório Saliência do usoAlívio ou evitação dos sintomas de abstinência pelo aumento do consumo percepção subjetiva da compulsão para o uso.

Mudanças de comportamento:
Desonestidade crônica (mentiras, furtos, fraudes) e problemas com a polícia. Mudança de amigos e atitude evasiva ao falar sobre novas amizades.
Posse de grande volume de dinheiro, quando existente. Ódio, hostilidade, irritabilidade e fingimento crescentes e inadequados. Menor motivação, energia, auto-disciplina e amor-
próprio.

Diminuição do interesse por atividades extracurriculares e hobbies.


Verificada a ocorrência de três ou mais elementos caracterizadores da doença deve-se de
imediato procurar ajuda tendo em vista que a prevalência dos sintomas implicam na desestruturação inexorável da vida cotidiana.

Por mais doloroso e difícil que seja, considerando que a primeira atitude do usuário é negar e racionalizar a existência da doença, a intervenção de profissionais habilitados e treinados é imprescindível.

Aqui, consignamos a necessidade de se procurar profissionais qualificados para o atendimento a dependentes químicos (psiquiatras normalmente) avaliando a competência do profissional e sua experiência que deve ser devidamente comprovada para a realização da Anamnese (entrevista
realizada pelo profissional com o paciente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença).

Outras considerações

A doença é progressiva, incurável e fatal, afeta o ser humano em sua integridade física, mental e espiritual.

Acarreta, dentre outras, as seguintes consequências:
Separação conjugal, abandono de atividades ocupacionais (p.ex. perda de emprego), incapacidade de cumprimento de obrigações sociais, dependência financeira ou engajamento em atividades
criminais. Psicoses, despersonalização, ansiedade, crises de pânico,
Dificuldade em memorizar, dificuldade em tomar decisões, impulsividade, perda do autocontrole, alucinações, depressões profundas.
Problemas no fígado, aumento da pressão arterial, aceleração do
ritmo cardíaco, elevação da temperatura corporal, lesões, convulsões, lesões nos tecidos musculares, entre outros.Modelos de Tratamento

Modalidade ambulatorial
Internação Domiciliar
Internação
Medicamentoso
Grupos de Auto-Ajuda que em regra seguem o modelo dos 12 passos que nos outroscapítulos explico melhor o funcionamento e é considerado o mais eficaz .Ver no final e clic (postagens mais antigas) ou ao lado em 2012: Recuperação e Recaida, os 12 passos. sou um adcto ?


Religioso.

Psicólogo, principalmente a Terapia Cognitiva Comportamental

Simplificadamente podemos dizer que a prevenção de recaída consiste em preservar, utilizando os meios que forem necessários, um novo padrão de
comportamento o que, no caso de uso compulsivo , não é fácil, mas é possível. A pessoa emrecuperação tem quatro coisas em comum:

1.Completa um programa de desintoxicação num prazo condizente com seu diagnóstico clínico.

2.Reconheceu que é uma pessoa em recuperação e não pode usar substâncias psicoativas com segurança.

3.Recebeu alta e se comprometeu firmemente a permanecer sóbrio, continuando o tratamento ambulatorial e valendo-se de quaisquer mecanismos úteis para alcançar esse objetivo.

4.Finalmente póde voltar e beber/usar drogas, apesar de seu compromisso inicial de permanecer sóbrio.

SINAIS 

Dificuldade de pensar com clareza. Dificuldades em lidar com sentimentos e emoções.
Dificuldade em lembrar coisas.
Dificuldade em lidar com o stress.
Dificuldade em dormir tranqüilamente.
Dificuldades com a coordenação física e acidentes.
Vergonha, culpa e desesperança.
Preocupação sobre
o bem-estar. Negação da preocupação. Acreditar que eu nunca mais vou beber. Se preocupa comos outros em vez de si próprio. Ficar na defensiva. Comportamento impulsivo.
Tendência
à solidão.
Visão de túnel
. Depressão secundária (leve).
Deixar de planejar construtivamente.
Planos começam a falhar.
Devaneios e ilusões.
Senimentos de que nada pode ser solucionado.
Desejo imaturo de ser feliz.
Período de confusão.
Irrritação com os amigos. Irritado facilmente
Hábitos alimentares irregulares.
Falta de iniciativa.
Hábitos de sono irregulares.
Perda da estrutura diária.
Período de profunda depressão
. Participação irregular nas reuniões de tratamento de AA NA
Desenvolvimentos de uma atitude de não tenho nada com isto.
Rejeição aberta de ajuda.
Falta de satisfação com a vida.
Sentimentos de impotência
e desesperança.
Auto piedade.
Pensamentos de beber socialmente.
Mentiras conscientes
. Perda completa de auto confiança.
Ressentimentos insensatos. Para todo o tratamento profissional e do AA e NA
Esmagadora solidão, frustração, raiva e tensão
Perda do controle do comportamento.
Volta ao uso controlado de químicos. Vergonha e culpa. Perda de controle. Problemas de vida ede saúde. Considerações adicionais acerca do processo de recaídaA seguir estão listados alguns sentimentos que podem provocar uma recaída
Eles não têm de aparecer necessariamente na ordem em que estão apresentados; é o conjunto:

a - Sensação que já superou o problema, que está "curado", que os tempos ruins já passaram, que estão "muito longe" e a "certeza de que nunca mais vai usar!". Esta frase é um grande sinal de alerta!
b - O indivíduo se afasta de suas mais importantes fontes de ajuda e começa a "fazer de seu jeito", virando o "especialista", isso é o que chamamos de auto-suficiência.
c - Quando a situação começa a se complicar (e a vida não é fácil para
ninguém o indivíduo, longe de suas fontes de ajuda, começa a se sentir frustrado e desanimado. "Eu me esforço tanto .... Por que isso foi acontecer?" Isso é o que chamamos de autopiedade.
d - A partir daí, o adicto se torna muito exigente e impaciente com sua recuperação e com os outros. Como ele não está caminhando bem, tende a exigir que os outros tragam-lhe o bem-estar que ele não está conseguindo viver.

e - Os sentimentos de insatisfação se acumulam e se cronificam -. E, apesar de o adicto não querer mais usar a substância química, ou se engajar no comportamento compulsivo, essa realidade começa a se tornar muito possível.
f - Pensamento recorrentes sobre como a vida está ruim e sem graça sem a substância química começam a tomar espaço em sua mente e em seu coração. 
g - Sem querer e quando menos espera, o dependente começa a planejar como será seu uso.
Os argumentos que ele reuniu para não usar passam a ser os mesmos
argumentos que justificam o uso:
- Já estou há algum tempo sem usar. Então, posso usar.
- Já não preciso mais de droga para viver Já sei como ficar sem droga e conheço os riscos. Sendo assim, posso usá-Ia e vou saber me controlar.

Peça ajuda quando perceber alguns dos sintomas mencionados Diante desses sintomas, é muito importante que as fontes de ajuda, Se mobilizem para que o processo de recaída não se estenda ao ponto de o paciente se fechar completamente a algum feedback. A recaída começa, primeiro, na mente e no coração - só depois no uso. Na verdade; o uso só concretiza todo um processo que se estabelece no interior do dependente. Após minha primeira internação, sai bastante confiante que permaneceria em abstinência por, se possível, o resto de minha vida. Afinal a internação não deixa de ser um processo traumático (além de caro), que só nós, pacientes internados, sabemos o quanto é sofrido. Apesar de me interessar pelo tema dependência química, ler e me instruir muito sobre o assunto não tardou para eu recomeçar a repetir os mesmos comportamentos da época de ativa, quais sejam: frequentar os mesmos lugares, não mudar as companhias, permitir a entrada de bebidas dentro de minha casa etc. Essas decisões (Aparentemente Irrelevantes) fatalmente me conduziram à um lapso inicial que, em pouco tempo, tornou-se uma recaída completa, com retorno aos níveis de consumo anteriores, resultando naturalmente em outra internação. Após essa segunda internação me sinto mais seguro, mas não totalmente seguro, apenas descobri o quanto é forte a dependência e como é difícil conviver com ela. Uma vacilada, um descuido e podemos recair. Informo-Ihes que a alternativa que tem me mantido forte para suportar minha doença foi mudar radicalmente meu estilo de vida e posso Ihes assegurar que sem esse tipo de atitude tudo fica mais difícil em termos de recuperação. Parece difícil e de fato é, mas não há alternativa. Com meus 43 anos abandonei todos os meus velhos hábitos e, em função disso, venho descobrindo que a vida em sobriedade é maravilhosa. Voltei a sorrir, a ter alegrias em observar coisas aparentemente insignificantes; retornei às minha atividades laborativas com mais vigor. Sinto grandes prazeres em praticar hobbies antes esquecidos como cuidar de meus cachorros, cozinhar, passear, realizar trabalhos voluntários em áreas que me dão prazer etc., sem prejuízo de, num futuro próximo frequentar lugares onde se consuma bebidas alcoólicas, mas munido de ferramentas eficazes de enfrentamento e cercado de pessoas de que fato querem meu bem, protegido por uma eficiente rede de segurança. Lembrem-se, o convívio com pessoas que usam álcool e/ou qualquer outras drogas dificulta sobremaneira nosso processo de recuperação ou, em outras palavras, torna praticamente impossível mantermo-nos em abstinência. Desse modo, a melhor coisa a se fazer é iniciar novas amizades o que, Ihes asseguro é bastante fácil. Basta modificarmos nosso comportamento, estabelecendo novas metas para todas as áreas de nossa vida e cumprindo-as religiosamente. Cada dia que passa, agradeço a Deus por mais um dia "limpo", minha vida só tem melhorado, minha ansiedade diminuído gradativamente e minha depressão simplesmente desaparecido.
Treinamento de Habilidades Sociais Habilidades a serem treinadas:
Sentimentos negativos
Assertividade
Fazer críticas
Receber críticas
Comunicação
Recusar droga
Dizer não
Socialização
Frustrações
Adiar prazeres
Reconhecer e enfrentar situações de risco
Fissura
Realizar um planejamento
Enfrentamento de Situações de Risco Separações sociais (divórcio, morte, filhos ou amigos que se mudam).
Problemas de saúde (doença própria ou de alguém íntimo, descobrir-se
HIV-positivo). Novas responsabilidades (emprego novo, nascimento de filhos).
Adaptação a novas situações (início de novo relacionamento amoroso
, mudança de endereço para lugar desconhecido). Eventos relacionados ao trabalho (promoção ou perda de emprego
, mudança de local de trabalho). Mudanças financeiras (recebimento de uma quantia não esperada de
dinheiro ou perda de poder aquisitivo).

Plano de enfrentamento

- Lista de telefones de emergência de pessoas que possam oferecer suporte
(amigos que não bebem, participantes de grupos de autoajuda, psicólogos, psiquiatras, terapeutas etc.). - Lista de lugares seguros onde o paciente possa estar a salvo da crise e onde existam poucos gatilhos ou tentações favorecendo o uso (casa de parente, amigo, hospitais, pronto atendimento etc.). - Lista de atividades prazerosas confiáveis para o não uso.
- Recordação das consequências negativas do retorno ao uso
. - Evocação de pensamento positivos que substituam pensamentos que levem ao risco de recaída.Obviamente, não esgotamos aqui todas as habilidades desejadas para as situações
listadas, mas o objetivo é deixar claro quais situações devem ser trabalhadas e que um conjunto
de habilidades deve ser praticado. Lembramos que, à semelhança da Prevenção da Recaída, o Treinamento de Habilidades não exige formação e pode, com treinamento adequado, ser aplicado 
diariamente na vida do dependente.