terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Adicção sexual
Quando o sexo vira obsessão
Compulsões: Há pessoas que nunca ficam saciadas, independentemente do quanto repetem aquilo que lhes dá muito prazer. Limite entre o saudável e o doentio nem sempre é claro
O que é ser compulsivo ou ter compulsão por alguma coisa? Alcoólatras são compulsivos por bebida? Dependentes químicos são compulsivos por drogas? Existe compulsão por comida? E por sexo? Terão todas as compulsões a mesma origem? O jornal O TEMPO inicia, neste domingo, uma série de reportagens que abordam diferentes tipos de compulsões, para tentar entender o mecanismo que move cada uma, começando pela compulsão sexual.
Há pessoas para as quais a sexualidade está longe de ser saudável e a vontade de fazer sexo nunca é saciada, independentemente do número e da frequência das relações. Uma primeira constatação é que o distúrbio atinge mais os homens que as mulheres.
"Nos homens, o nome correto é donjuanismo, ou satiríase, enquanto as mulheres viciadas em sexo são chamadas de ninfomaníacas", explica o ginecologista, sexólogo e coordenador do setor de Sexologia do Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, Gerson Lopes.
Não há números precisos nem explicação definitiva, mas a experiência médica indica que 90% dos casos acomete os homens por volta dos 35 anos.
"Atendi um grande empresário em São Paulo, cuja vida girava em torno de sexo. Ele chegou num ponto que não fazia mais questão de esconder da esposa que ele saía com garotas de programa e com colegas de trabalho. A pessoa vai ficando fora de controle", conta.
Lopes diz que em seu consultório recebe pacientes recomendados por ginecologistas e urologistas, já que as pessoas se recusam a admitir que são compulsivas em relação ao sexo.
"Geralmente as pessoas procuram o terapeuta porque a esposa ou o marido se queixa delas, aí elas não aguentam ser rejeitadas. Os compulsivos sexuais são pessoas com graves problemas emocionais e de relacionamento e nunca ficam satisfeitas com as relações sexuais, independente do número de vezes que façam", explica Lopes.
Origem
Assim como as outras compulsões, por droga ou bebida, o distúrbio pode ser tratado com medicamentos e terapia. "Para indicar o tratamento, temos que identificar as possíveis causas, que variam. Podem ser biológicas, genéticas ou vindas do histórico de vida da pessoa", explica o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, Maurício Viotti Daker.
Para o Daker, a compulsão geralmente está associada a outros distúrbios, como transtorno bipolar, esquizofrenia, depressão, transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
"Os tratamentos costumam ter resultados, mas é preciso conhecer a história da pessoa para buscarmos as causas", conclui.
Dasa
O empresário H., que mora em uma cidade do Sul de Minas Gerais e pede para não ser identificado, faz questão de contar sua história para ajudar as pessoas que ainda não encontraram uma saída. Ele já foi a vários programas de TV e de rádio para relatar o seu caso, sempre sem se deixar identificar, e trabalha como voluntário fazendo palestras em presídios.
Para alcançar esse equilíbrio, faz parte do grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa) - www.slaa.org.br -, entidade fundada à semelhança dos Alcoólatras Anônimos e que funciona a partir dos mesmos princípios (entre eles, admitir que se tem o problema e assumir a responsabilidade de se tratar). "Há 13 anos estou nessa luta. Estou em recuperação. Assim como qualquer viciado, seja em droga, seja em bebida, ou outras coisas, tenho que ficar em constante alerta para não ter uma recaída. Por isso, participo do Dasa, grupo que nos ajuda a lidar com o assunto. Porque uma coisa é ir ao terapeuta e ele ouvir sua história, mas ele mesmo não ter vivido o problema. Outra coisa é você conversar com quem passa os mesmos problemas", diz o empresário.
H. relata que quando percebeu que era viciado em sexo, já estava muito envolvido com várias pessoas. "Casei umas dez vezes. Eu me relacionava com várias mulheres ao mesmo tempo e, se pudesse, fazia sexo todos os dias, várias vezes, com todas elas. Cheguei a ir ao Rio de Janeiro no mesmo final de semana para rever duas ex-namoradas e chorei para as duas, pedindo que elas voltassem. Eu sabia que estava mentindo, mas não conseguia me controlar. Mas hoje estou bem, estou casado há sete anos, me mantenho fiel e tenho três filhos", diz.
O empresário explica que, mais difícil do que o tratamento é a pessoa admitir que está doente. "O primeiro passo é se assumir doente. Quando consegui isso, eu me internei em uma clínica no interior de São Paulo. Depois dessa fase, comecei a participar do Dasa".
Mulher
Também sem querer ser identificada, a administradora A. conta a sua história, com muita tristeza na voz. Aos 30 anos, ela faz tratamentos com remédios para controlar a libido, já esteve nove meses internada na mesma clínica aonde H. se tratou e também faz parte do Dasa.
Sua compulsão sexual tem origem na infância. Ela foi estuprada aos 5 e aos 7 anos por dois homens diferentes. Ela nunca contou sua história a ninguém porque teve vergonha, e só aos 17 anos foi revelar os abusos em uma sessão de terapia. "Era um namorado atrás do outro, não conseguia ficar sozinha, me masturbava, às vezes fazia muito sexo. Só quando terminei a última relação, há dois anos, e entrei em crise de abstinência, vi que estava doente".
Teste De Dependência Do Amor e Sexo
As 40 perguntas abaixo lhe ajudarão a identificar possíveis SINTOMAS de dependência de amor e sexo. Contudo, não são um diagnóstico infalível. As respostas negativas não indicam ausência da doença. Além do que, os dependentes possuem condutas diferentes entre si, o que resulta em diferentes formas de respondê-las:
Você já tentou controlar quanto sexo faria, ou com que freqüência encontraria alguém?
Você se acha incapaz de deixar de ver uma pessoa específica, mesmo sabendo que encontrá-la é destrutivo para você?
Você sente que não quer que ninguém saiba das suas atividades sexuais ou amorosas? Você sente que precisa esconder essas atividades dos outros - amigos, família, colegas de trabalho, orientadores, etc?
Você se sente "alto" ao fazer sexo e/ou se envolver em Relacionamentos?
Você já fez sexo em momentos ou lugares inadequados, e/ou com pessoas inadequadas?
Você faz promessas, ou estabelece regras para si mesmo em relação a seu comportamento sexual ou amoroso, e que percebe que não pode cumprir?
Você fez ou faz sexo com alguém que não queria fazer?
Você acha que o sexo e/ou um relacionamento vai tornar sua vida tolerável?
Você já sentiu que TINHA que fazer sexo?
Você acha que alguém pode "consertar" você?
Você tem uma lista, escrita ou não, dos parceiros que teve?
Você se sente desesperado ou ansioso quando está longe de seu companheiro, ou parceiro, sexual?
Você perdeu a conta dos parceiros sexuais que teve?
Você se sente arrebatado pela necessidade de um parceiro de sexo ou futuro companheiro?
Você faz, ou fez, sexo apesar das conseqüências (o risco de ser pego ou de contrair herpes, gonorréia, Aids, etc.)?
Você acha que tem um padrão de repetir relacionamentos ruins?
Você sente que seu único, ou "principal", valor num relacionamento é seu desempenho sexual, ou habilidade para dar apoio emocional?
Você se sente como fantoche inanimado se não houver alguém com quem possa flertar? Você se sente que não está "realmente vivo" se não estiver com seu parceiro amoroso/sexual?
Você se sente com o "direito" de fazer sexo?
Você se encontra num relacionamento que não consegue Deixar?
Você já ameaçou sua estabilidade financeira, ou posição na sociedade, ao manter um parceiro sexual?
Você acha que os problemas da sua "vida amorosa" vêm de não ter a quantidade suficiente ou tipo certo de sexo? Ou de continuar se relacionando com a pessoa errada?
Você já teve um relacionamento sério ameaçado, ou rompido, por causa de atividades extraconjugal?
Você acha que a vida não teria sentido sem um relacionamento amoroso, ou sem sexo? Você sente que não teria identidade se não fosse amante de alguém?
Você se flagra flertando, ou sendo sedutor, com alguém mesmo quando não tenha essa intenção?
O seu comportamento sexual, e/ou amoroso, afeta sua reputação?
Você faz sexo, e/ou tem "relacionamentos", para lidar ou escapar dos problemas da vida?
Você se sente desconfortável em relação a sua masturbação por causa da freqüência, das fantasias relacionadas, dos acessórios que usa e/ou dos lugares em que pratica?
Você se envolve em prática de voyerismo, exibicionismo, etc, de formas que lhe trazem desconforto ou dor?
Você se percebe precisando se dedicar e variar cada vez mais suas atividades amorosas, ou sexuais, apenas para alcançar um nível "aceitável" de alívio físico e emocional?
Você precisa fazer sexo, ou se "apaixonar", para sentir um "verdadeiro homem" ou "uma verdadeira mulher"?
Você sente que seu comportamento amoroso e sexual é tão gratificante quanto empurrar uma porta giratória? Você está exausto?
Você está com dificuldade de se concentrar em outras áreas de sua vida por causa de pensamentos, ou sentimentos, relacionados a alguém, ou a sexo?
Você se sente obsessivo com determinada pessoa, ou atividade sexual específica, mesmo que esse pensamento lhe cause dor, ansiedade ou desconforto?
Você já desejou poder parar, ou controlar, suas atividades amorosas e sexuais por um determinado período de tempo? Já desejou ser menos dependente emocionalmente?
Você acha que a dor na sua vida só aumenta, não importa o que você faça? Tem medo que no fundo você não tenha valor?
Você sente que lhe falta dignidade e inteireza?
Você sente que sua vida amorosa/sexual afeta sua espiritualidade de forma negativa?
Você sente que sua vida está ingovernável por causa de seu comportamento sexual, e/ou amoroso, ou das suas excessivas necessidades dependentes?
Você já pensou que poderia fazer outras coisas na sua vida, se não fosse tão guiado pela busca sexual/amorosa?
Só por hoje
Diz para ti:
SÓ POR HOJE, vou concentrar‐me na minha recuperação, vivendo e gozando a vida sem ter de
usar drogas.
SÓ POR HOJE, terei confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar‐me na
minha recuperação.
SÓ POR HOJE, terei um programa. Tentarei segui‐lo o melhor que puder.
SÓ POR HOJE, tentarei compreender melhor a minha vida através de NA.
SÓ POR HOJE, não terei medo. Pensarei nos meus novos amigos, pessoas que não estão a usar
drogas e que encontraram um novo modo de vida. Se eu seguir este caminho, não terei nada
a recear.
Quando viemos para o Programa de Narcóticos Anónimos, tomámos a decisão de entregar a
nossa vida aos cuidados de um Poder Superior. Esta entrega alivia o peso do passado e o medo
do futuro. Encontramos a dádiva do dia de hoje.
Aceitamos e gozamos a vida como ela é agora.
Quando recusamos aceitar a realidade do dia de hoje, estamos a negar a nossa fé no nosso Poder
Superior. Isso só nos trará mais sofrimento.
Aprendemos que o dia de hoje é uma dádiva sem quaisquer garantias. Tendo isto em mente, a
insignificância do passado e do futuro, bem como a importância dos nossos actos no dia de hoje,
tornam‐se reais para nós. Isso simplifica as nossas vidas.
Quando focamos os nossos pensamentos no dia de hoje, o pesadelo das drogas desaparece
atrás do nascer de uma nova realidade. Descobrimos que quando estamos preocupados
podemos confiar os nossos sentimentos a outro adicto em recuperação.
Ao partilharmos o nosso passado com outros adictos, descobrimos que não somos diferentes e que temos coisas em comum.
Falar com outros membros de NA, seja ao partilharmos com eles os acontecimentos e os
problemas do nosso dia, seja ao deixarmos que eles partilhem os deles conosco, é uma maneira
de o nosso Poder Superior actuar através de nós.
Não haverá nada a recear se durante o dia de hoje nos mantivermos limpos de drogas, perto
do nosso Poder Superior e dos nossos amigos de NA.
Deus perdoou‐nos os erros do passado, e o dia de amanhã ainda não chegou.
A meditação e um inventário pessoal irão ajudar‐nos a ganhar
serenidade e a percorrer o caminho do dia.
Guardamos alguns momentos da nossa rotina diária para agradecer a Deus, na forma em que O concebemos, por nos dar a capacidade para lidar com o dia.
“Só por hoje” aplica‐se a todas as áreas da nossa vida, não só à abstinência de drogas. Temos
de lidar diariamente com a realidade.
Muitos de nós sentimos que Deus não espera mais de nós senão que façamos hoje aquilo que pudermos fazer.
Praticar o programa, os Doze Passos de NA, deu‐nos uma nova perspectiva das nossas vidas.
Hoje já não precisamos de arranjar desculpas para aquilo que somos.
O nosso contato diário com um Poder Superior preenche aqueles espaços vazios dentro de nós que antes não conseguíamos preencher.
Sentimo‐nos bem ao viver o dia de hoje.
Com o nosso Poder Superior a guiar‐‐nos, perdemos o desejo de usar drogas.
A perfeição deixa de ser hoje um objetivo, pois sabemos que basta sentirmo‐nos bem com nós mesmos.
É bom lembrarmo‐nos de que qualquer adicto que consegue manter‐se limpo de drogas por
um dia é um milagre.
Ir a reuniões, praticar os Passos, meditar diariamente, falar com pessoas
que estejam no programa, são coisas que fazemos para nos mantermos espiritualmente
saudáveis.
Torna‐se possível viver uma vida responsável.
Podemos substituir a solidão e o medo pela confiança em NA e pela segurança de um novo
modo de vida.
Não mais precisamos de estar sós.
Em NA fizemos mais amizades verdadeiras do que alguma vez julgávamos possível.
A autopiedade e os ressentimentos são substituídos pela
tolerância e pela fé.
São‐nos dadas a liberdade, a serenidade e a felicidade que tão desesperadamente procurávamos.
Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas.
Se não dermos a nós mesmos a oportunidade de viver ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a crescer.
Os nossos princípios de vida irão guiar‐nos na recuperação sempre que os pusermos em prática.
Sabemos que é necessário continuar a fazê‐lo diariamente.
SÓ POR HOJE, vou concentrar‐me na minha recuperação, vivendo e gozando a vida sem ter de
usar drogas.
SÓ POR HOJE, terei confiança em alguém de NA que acredite em mim e queira ajudar‐me na
minha recuperação.
SÓ POR HOJE, terei um programa. Tentarei segui‐lo o melhor que puder.
SÓ POR HOJE, tentarei compreender melhor a minha vida através de NA.
SÓ POR HOJE, não terei medo. Pensarei nos meus novos amigos, pessoas que não estão a usar
drogas e que encontraram um novo modo de vida. Se eu seguir este caminho, não terei nada
a recear.
Quando viemos para o Programa de Narcóticos Anónimos, tomámos a decisão de entregar a
nossa vida aos cuidados de um Poder Superior. Esta entrega alivia o peso do passado e o medo
do futuro. Encontramos a dádiva do dia de hoje.
Aceitamos e gozamos a vida como ela é agora.
Quando recusamos aceitar a realidade do dia de hoje, estamos a negar a nossa fé no nosso Poder
Superior. Isso só nos trará mais sofrimento.
Aprendemos que o dia de hoje é uma dádiva sem quaisquer garantias. Tendo isto em mente, a
insignificância do passado e do futuro, bem como a importância dos nossos actos no dia de hoje,
tornam‐se reais para nós. Isso simplifica as nossas vidas.
Quando focamos os nossos pensamentos no dia de hoje, o pesadelo das drogas desaparece
atrás do nascer de uma nova realidade. Descobrimos que quando estamos preocupados
podemos confiar os nossos sentimentos a outro adicto em recuperação.
Ao partilharmos o nosso passado com outros adictos, descobrimos que não somos diferentes e que temos coisas em comum.
Falar com outros membros de NA, seja ao partilharmos com eles os acontecimentos e os
problemas do nosso dia, seja ao deixarmos que eles partilhem os deles conosco, é uma maneira
de o nosso Poder Superior actuar através de nós.
Não haverá nada a recear se durante o dia de hoje nos mantivermos limpos de drogas, perto
do nosso Poder Superior e dos nossos amigos de NA.
Deus perdoou‐nos os erros do passado, e o dia de amanhã ainda não chegou.
A meditação e um inventário pessoal irão ajudar‐nos a ganhar
serenidade e a percorrer o caminho do dia.
Guardamos alguns momentos da nossa rotina diária para agradecer a Deus, na forma em que O concebemos, por nos dar a capacidade para lidar com o dia.
“Só por hoje” aplica‐se a todas as áreas da nossa vida, não só à abstinência de drogas. Temos
de lidar diariamente com a realidade.
Muitos de nós sentimos que Deus não espera mais de nós senão que façamos hoje aquilo que pudermos fazer.
Praticar o programa, os Doze Passos de NA, deu‐nos uma nova perspectiva das nossas vidas.
Hoje já não precisamos de arranjar desculpas para aquilo que somos.
O nosso contato diário com um Poder Superior preenche aqueles espaços vazios dentro de nós que antes não conseguíamos preencher.
Sentimo‐nos bem ao viver o dia de hoje.
Com o nosso Poder Superior a guiar‐‐nos, perdemos o desejo de usar drogas.
A perfeição deixa de ser hoje um objetivo, pois sabemos que basta sentirmo‐nos bem com nós mesmos.
É bom lembrarmo‐nos de que qualquer adicto que consegue manter‐se limpo de drogas por
um dia é um milagre.
Ir a reuniões, praticar os Passos, meditar diariamente, falar com pessoas
que estejam no programa, são coisas que fazemos para nos mantermos espiritualmente
saudáveis.
Torna‐se possível viver uma vida responsável.
Podemos substituir a solidão e o medo pela confiança em NA e pela segurança de um novo
modo de vida.
Não mais precisamos de estar sós.
Em NA fizemos mais amizades verdadeiras do que alguma vez julgávamos possível.
A autopiedade e os ressentimentos são substituídos pela
tolerância e pela fé.
São‐nos dadas a liberdade, a serenidade e a felicidade que tão desesperadamente procurávamos.
Num só dia acontecem muitas coisas, coisas positivas e coisas negativas.
Se não dermos a nós mesmos a oportunidade de viver ambas, perderemos decerto algo que nos ajudará a crescer.
Os nossos princípios de vida irão guiar‐nos na recuperação sempre que os pusermos em prática.
Sabemos que é necessário continuar a fazê‐lo diariamente.
Egocentrismo
Durante minha adicção ativa era completamente egocêntrico, nada de anormal já que o ser mais importante era eu mesmo e para evidenciar isto fazia aquilo que fosse necessário. Hoje, em busca de recuperação, vivendo o só por hoje, ainda me pego muitas vezes caindo na armadilha do egocentrismo, muitas vezes esqueço que o mais importante é o recém chegado, esqueço da necessidade de servir, me deixo ser tomado pela minha preguiça e por vários outros defeitos de caráter.Mas hoje, com a prática do 2º passo, e com minha sanidade gradativamente sendo devolvida, consigo perceber quando estou novamente caindo nesta armadilha.
Este programa é de natureza espiritual portanto meu Poder Superior me envia alertas de quando estou indo por um caminho errado e que pode ser sem volta. Só por hoje necessito estar atento aos alertas que meu Poder Superior me envia e me perceber sempre para não cair nas velhas armadilhas que minha doença espera pacientemente para me colocar.
Só por hoje ,,,,
Faxina D´alma ...
Vamos jogar fora tudo o que nos prende ao passado, ao mundo das coisas tristes: fotos, cartas, peças de roupas, papéis velhos, quadros...
Vamos jogar tudo fora, mas principalmente esvaziar nosso coração para recomeçarmos uma vida nova!
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesma!
É renovar as esperanças na vida; é acreditar de novo!
Se sofremos muito neste período...foi aprendizado!
Se choramos muito...foi limpeza da alma!
Se sentirmos raiva das pessoas...foi para perdoá-las um dia!
Se acreditamos que tudo estava perdido...foi quando teve início nossa melhora!
Foi quando pedimos ajuda, admitimos nossa impotência, fizemos as pazes com DEUS e entregamos nossa vida aos Seus cuidados!
Chegou a hora de descobrirmos nossas deformidades emocionais através do 4º Passo. "Limpar a casa", fazer uma "FAXINA MENTAL".
Quantos anos vividos, simplesmente por viver?
Quantos erros cometidos tantas vezes e muitas vezes repetidos?
Quantas lágrimas sentidas e choradas quase sempre às escondidas para ninguém ver ou saber?
Quantas dúvidas deixadas no tempo para se resolver depois ou nunca resolver?
Quantas vezes fingimos alegria, sem o coração estar feliz?
Quantas noites embriagados, drogados...varamos na solidão?
Quantas frases foram ditas com palavras desgastadas pelo tempo?
Quantas vezes vivemos apenas para sobreviver?
É tempo de promovermos uma verdadeira faxina em nosso interior.
Procurar tirar de dentro de nós tudo o que nos causa incônodo: tristeza, mágoa, raiva, ciúme, inveja, é o mínimo que podemos fazer por nós mesmos.
Com esta limpeza, estaremos dando lugar para ali se alojar a alegria, a paz, a coragem, a vontade e o desejo de sermos felizes, pois sendo felizes, poderemos colaborar para a felicidade daqueles que amamos.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
O mundo é do jeito que é ...
Interessante, por muito tempo me preocupei apenas comigo mesmo.
Sentia pelo outro, ficava triste mas passava, bastava eu tomar a primeira dose e imediatamente eu voltava para dentro de mim e a realidade cruel que eu vivia.
Hoje em busca de frustração, ainda me pego sim no meu egocentrismo, mas já consigo me preocupar com o próximo.
Muitas vezes me preocupo até demais e me frustro por não poder fazer nada.
Em alguns momentos me frustro por que não posso mudar o mundo, mas vamos lá né, já não tenho mais 18 anos e aquele furor de ir as ruas em prol de mudar seja lá o que for.
Tenho que me conformar que este tempo passou, hoje eu necessito apenas mudar a mim mesmo.
Mudanças estas que se não forem feitas, me levarão de volta para o inferno de onde vim e isto eu não posso permitir.
Só por hoje não vou me permitir ficar frustrado com o mundo.
O mundo é do jeito que é, e eu apenas posso mudar a mim mesmo.
Sentia pelo outro, ficava triste mas passava, bastava eu tomar a primeira dose e imediatamente eu voltava para dentro de mim e a realidade cruel que eu vivia.
Hoje em busca de frustração, ainda me pego sim no meu egocentrismo, mas já consigo me preocupar com o próximo.
Muitas vezes me preocupo até demais e me frustro por não poder fazer nada.
Em alguns momentos me frustro por que não posso mudar o mundo, mas vamos lá né, já não tenho mais 18 anos e aquele furor de ir as ruas em prol de mudar seja lá o que for.
Tenho que me conformar que este tempo passou, hoje eu necessito apenas mudar a mim mesmo.
Mudanças estas que se não forem feitas, me levarão de volta para o inferno de onde vim e isto eu não posso permitir.
Só por hoje não vou me permitir ficar frustrado com o mundo.
O mundo é do jeito que é, e eu apenas posso mudar a mim mesmo.
Pensar indica ação?
Reflexão sobre o 1º Passo .
Na busca pela recuperação devo sempre me lembrar de que primeiro vêem as primeiras coisas.
Nesta linha de pensamento devo começar imediatamente a praticar e agir em cima do primeiro passo.
Não basta só admitir minha impotência perante minha adicção é necessário também que eu me renda, aceite que as coisas são como elas são e eu não tenho o poder de mudá-las.
Porém ainda nesta linha de pensamento preciso tomar algumas medidas diárias para me manter em recuperação, o primeiro passo deve ser praticado diariamente, não é sugerido que eu continue andando com as mesmas pessoas as quais eu usava drogas.
Por que manter dentro da minha casa coisas relacionadas como meu uso, só me trará sentimentos que talvez eu não esteja preparado para lidar.
Em recuperação começo a readquirir habilidade de lidar com meus próprios sentimentos, já que quando estava na ativa só conseguia anestesia-los.
Agora é hora de administrar a situação,
As crises irão surgir e eu necessito ter habilidades para lidar com elas.
Não é uma tarefa fácil mas com a prática diária, com treinamento conseguimos.
Afinal não estamos mais sozinhos, podemos contar com companheiros e devemos lembrar sempre que o poder superior se manisfesta nos meus iguais, portanto, nada mais óbvio que consultar meu padrinho, meus companheiros antes de tomar decisões em minha vida.
Ora se sou impotente, preciso de ajuda, se não peço ajuda é por que meu orgulho ainda fala mais alto, e orgulho é o pai de todos os outros defeitos de caráter.
Então a todo momento devo me lembrar que praticando o primeiro passo eu me rendo, se me rendo não preciso mais sofrer.
A dor é inevitável, mas o sofrimento hoje é opcional.
Para finalizar, o programa começa pelo pedido de ajuda, será que venho praticando este pedido em minha vida diária ??
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